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Churros tem classe?


Santa Maria, uma cidade em desenvolvimento, que a cada dia gera oportunidades para todo e qualquer tipo de cidadão. Estava eu, junto de transeuntes, motociclistas, caminhoneiros, carroceiros, ciclistas, [...], em mais uma longa e desgastante corrida para o conforto e segurança do lar.

Diante de tanto alvoroço, um prendeu não só a minha, mas a atenção de todos que me rodeavam. O entrave deu-se por intermédio de duas figuras marcantes no cenário santa-mariense, um mendigo e um vendedor de churros.

O caro mendigo, com a barba ainda por fazer e trajes gastos, após horas e horas fazendo malabarismos no sinal ou pedindo esmolas- hipótese- foi humildemente comprar seu alimento, o “churros”.

O vendedor, um sujeito baixo, gordinho com semblante fechado, indignado e espantado com tal freguesia, entra em conflito com o mesmo. O Eco da discussão foi tamanho que parou o centro da cidade.

Algumas senhoras, comovidas com a atitude do senhor, partiram em defesa do cliente fazendo indagações como:

-Se ele possui o dinheiro (e de fato possuía) atenda como alguém digno.

O indigente não satisfeito com o desfecho da situação saiu emburrado atrás de uma patrulha. Com tal enredo fica o questionamento :

“-Afinal, churros tem classe?”


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Um transeunte

 

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