Churros tem classe?
- Lorenzo Franchi
- 23 de mai. de 2016
- 1 min de leitura

Santa Maria, uma cidade em desenvolvimento, que a cada dia gera oportunidades para todo e qualquer tipo de cidadão. Estava eu, junto de transeuntes, motociclistas, caminhoneiros, carroceiros, ciclistas, [...], em mais uma longa e desgastante corrida para o conforto e segurança do lar.
Diante de tanto alvoroço, um prendeu não só a minha, mas a atenção de todos que me rodeavam. O entrave deu-se por intermédio de duas figuras marcantes no cenário santa-mariense, um mendigo e um vendedor de churros.
O caro mendigo, com a barba ainda por fazer e trajes gastos, após horas e horas fazendo malabarismos no sinal ou pedindo esmolas- hipótese- foi humildemente comprar seu alimento, o “churros”.
O vendedor, um sujeito baixo, gordinho com semblante fechado, indignado e espantado com tal freguesia, entra em conflito com o mesmo. O Eco da discussão foi tamanho que parou o centro da cidade.
Algumas senhoras, comovidas com a atitude do senhor, partiram em defesa do cliente fazendo indagações como:
-Se ele possui o dinheiro (e de fato possuía) atenda como alguém digno.
O indigente não satisfeito com o desfecho da situação saiu emburrado atrás de uma patrulha. Com tal enredo fica o questionamento :
“-Afinal, churros tem classe?”




Comentários